terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Paz e Prosperidade...

Estava eu, aqui, assistindo a mais um clássico do cinema: "City Light's" (recomendo, pois é ótimo). E a primeira frase do filme de 1931 foi "ao povo dessa cidade doamos este monumento: Paz e Prosperidade."
Em 1930 pessoas desejavam prosperidade umas às outras, os tempos passaram e a prosperidade foi conquistada, e a palavra nova, já na década de 50/60 foi nada mais, nada menos, que AMOR...
Ah, vejam o quanto evoluímos, prosperamos e agora queremos amar... Agora, que achamos saber amar, achamos ter conquistado o amor, esquecemos nossas origens e só queremos PAZ...
Talvez a paz devesse ser a prioridade. Me espanta saber que a humanidade prioriza certos detalhes e ignora o mais importante...
Deveríamos esquecer a paz e importar-mo-nos com a vida...
Vida:  É o estado de atividade incessante comum aos seres organizadosÉ o período que decorre entre o nascimento e a morte.
 É irônico dizermos que a paz é a resposta... Gandhi morreu na luta pela paz... Provou que não se responde violência com mais violência. Nota-se que uma revolução inicia-se por um indivíduo e abrange mais pessoas, de forma que adere a toda uma sociedade...
No mundo avançado, imediatista e tecnológico da contemporaneidade, a paz é uma utopia... Com os avanços capitalistas, nós, consumidores, queremos comprar a paz pronta, em um saquinho com as informações nutricionais e que indique baixo teor de gordura trans, esquecendo que a paz está em cada um de nós e que poderíamos melhorar o lugar que estamos, para que sinta-mo-nos mais felizes... Afinal, a felicidade é o motor da vida...

domingo, 4 de janeiro de 2015

As 4 estações

Meu nome é inverno, pelo menos é como chamam a mim. Nunca compreendi isso de nomes, talvez eles digam algo sobre a nossa personalidade. Meu nome é inverno. Sou normalmente fria, afasto as pessoas, as vezes nevo, posso ser peculiar e distante. Perfeita para livros e bebidas quentes, sou preguiçosa e lenta. Sou seca e raramente as pessoas gostam de mim; me sinto desnecessária, mas sei que nada nem ninguém é inútil, sou bastante solitária... Gostaria de ser como minha irmã, verão. Ela é tão incrível. É quente, faz amigos saírem de casa, ela é quase perfeita, me derreto por ela;
Foi a primeira a chegar e será a ultima a sair, ela é uma atleta, sempre animada, talvez animada demais, rápida demais, quente demais; pelo menos para mim. As vezes ela chove, é bastante abafada... Talvez, só talvez, ela seja a mais amada. 
Eu poderia, também, ser como outono...
Linda, delicada... Um pouco fresca é um pouco sem graça, parada. Por mais que os tempos com ela sejam um pouco agitados, ela é a irmã que mais se aproxima de mim... É a mais nova, a mais inocente... A que brinca com as folhas secas.  Nunca parece estar bem... Mas é alguém reconfortante... Também quero ser como ela... Talvez, só talvez, seja amena demais...
Tem a primavera... A mais cheirosa de todas... Sua presença é notável... Quente e fria, ela é a transição entre verão e eu... É a mais madura de nós. Talvez porque tenha um pouco de cada uma: é delicada, quente e fria. É diferente, não tão intensa... Mais calma... É meio que o oposto harmônico... Todos deveriam ser como ela, parece que quando ela chega, a vida chega junto... Talvez, só talvez, ela seja pequena demais, curta demais. Decerto não quero ser como ela... 
Acho que os nomes que temos mudam nossas personalidades; eu não seria a mesma caso me chamasse verão, primavera ou outono... Sei que todas precisam de mim, precisam de um pouco de frieza assim como eu preciso de um tantinho de equilibro, delicadeza e altas temperaturas... Devo continuar querendo ser eu... E elas sendo elas... Assim, juntas teremos harmonia, seremos belas... Cada uma da sua forma...

sábado, 16 de agosto de 2014

Exceder...

"Embriaguem-se
É preciso estar sempre embriagado. Aí está: eis a única questão. Para não sentirem o fardo horrível do Tempo que verga e inclina para a terra, é preciso que se embriaguem sem descanso.
Com quê? Com vinho, poesia ou virtude, a escolher. Mas embriaguem-se.
E se, porventura, nos degraus de um palácio, sobre a relva verde de um fosso, na solidão morna do quarto, a embriaguez diminuir ou desaparecer quando você acordar, pergunte ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que flui, a tudo que geme, a tudo que gira, a tudo que canta, a tudo que fala, pergunte que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio responderão: "É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso". Com vinho, poesia ou virtude, a escolher." (Charles Baudelaire).
Exceder, é uma palavra que significa basicamente "ultrapassar". Dependendo de onde se encaixa, exceder vai um pouco além disso... Mas usando tal palavra para expressar a ideia de "ultrapassar o normal" percebo que é relativo.
Dependendo da situação, gosto de tudo no lugar, mas quem sabe o que é a medida certa para mim? Eu... 
O meu meio termo talvez seja o exagero, daquilo que pertence ao meu ser desde antes de mim. 
Exagerar, ultrapassar, visionar, nada em comum, nada a declarar. Por causa de que simplesmente não se pode compreender a tudo e a todos? 
Não quero tal cousa... 
Quero entender apenas aquilo que faz a diferença, mesmo de forma pouca. 
Da forma mais eloqüente, tentas enriquecer, não importa riqueza de que. Mas como compreender a maldade alheia, como compreender a bondade alheia, acabou o natural, acabou a alma, acabou. 

domingo, 3 de agosto de 2014

Carta a Godard...

Aqui, 03 de agosto de 2014

Querido Godard,
Venho através desta, dizer-lhe o quanto admiro suas obras, sejam as que tratam de assuntos políticos, sejam as que tratam da parte social.
Posso citar meus preferidos como os feministas, mas o que há alem da arte?
Quem é um dos homens responsáveis por essa transformação no cinema?
Não quero nomes, não quero informações, quero descrições.
Não simples descrições, nada de documentários, quero textos redigidos, Câmeras filmando, detalhes, história, e sua tão amada POLÊMICA.
Quero saber o que se passa contigo, o que pensas, o que pensou, o que ocorreu contigo, o queria, o que sonhava, o que conquistou, os caminhos que o fizeram chegar onde está.
Quero a alma do artista.
Aquilo que não conseguiu transmitir. Talvez por não gostar do vazio, eu queira completar minha visão alheia.
Agradeço a sua arte, seus filmes que hoje são desprezados, agradeço seu legado, ao mostrar o que é a verdadeira  arte cinematográfica, não simplesmente inventar, inovar, melhorar.
Espero que algum dia façam esse favor.
                                                                                                                              Um abraço.



                                                                                                                               Eu.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Saudades...

Espere! Antes de ler... Dê play na música!
Hoje acordei com saudades de mim...
Saudades dos meus sonhos antigos...
Saudades das minhas antigas vontades...
Saudades das histórias que eu escrevia...
Saudades das manhãs que eu assistia desenho...
Saudades de correr pela rua...
Saudades de brincar...
Saudades de não me preocupar...
Saudades de tudo que não foi...
Saudades das alternativas que não escolhi...
Saudades da paz interior...
Saudades dos meus machucados...
Saudades da sinceridade...
Saudades do meu mundo antigo...
Do teu abraço amigo...
Que vinha me confortar...
Saudades da distância que eu tinha das verdades...
E vivia em mim... 
No meu universo...
Saudades de que? 
Antes do fim...
Antes de lidar com a realidade... 
Antes de respirar esse ar impuro que é conhecer a sociedade...
Antes das responsabilidades...
Enfim...
Saudades de mim...
Que me perdi... me modifiquei... me transformei... 
Foi bom por um lado, eu sei...
Mas e se aquela menininha de 10 anos atrás... Me olhasse hoje... Ela teria orgulho de mim?
Quem sabe eu ainda sou aquela menininha... Talvez um pouco crescida...

Os meus objetivos não mudaram... Pelo que me lembro...
Só queria ser feliz... 
Saudades de quem eu era... Saudades de quem eu serei... Saudades de quem eu sou...
Saudades de quem nunca serei... Saudades de quem nunca fui... Saudades de quem nunca sou...
E aqueles tempos  não tão distantes de 3 anos atrás?
E aqueles tempos muito distantes de 10 anos atrás?
Os universos paralelos que sempre quis visitar...
Queria dar uma olhada no 'futuro"... Saber se ainda sou eu... Se irei me reconhecer... 
Se a parte fixa de mim... Ainda está lá... 
E se meu eu... Ainda é feliz...
Para ver se acabo com essa tal saudade de mim...
"“Saudade tem rosto, nome e sobrenome. Saudade tem cheiro, tem gosto. Saudade é a vontade que não passa, é a ausência que incomoda. Saudade é prova de que valeu a pena"(Lu Oliveira).

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Poesias...

Sobre minhas inspirações ultimamente?
Começa com a preparação para escrever, um bom café, um pouco de Mozart e Chopin, Algumas poesias para iniciar. 
Começa então, a introspecção em mim mesma.
Pensar em um assunto.
Afundar na música e emergir com frases.
Tentar colocar sentido em todas elas. 
Desistir, deixar como estão.
Reler.
Entender.
Ou não.
Faltam folhas de carta, personalizadas obviamente.
Falta uma caneta tinteiro.
Acender um incenso.
Relaxar.
Afundar na música novamente.
Pianos seduzem, pelo menos a mim.
Qual poeta escolhi? 
Ferreira Gullar.
Ora, Por quais motivos e razões o escolhi? 
Não sei.
É um daqueles mistérios sobre si mesmo, no qual você se avalia, e diz do que precisa.
Médico de si. Das dores que não doem. Da aflição que não aflige. Do sonho que não se lembras ao acordar.
Dar-me-ei um rémedio? 
Ou aproveito essa incerteza de dor? 
Prefiro aproveitar. Delirar nas imensas incertezas que a vida traz... 
Delirar no anti-convencional.
Delirar em mim mesma.
Descobrir as verdades que me regem.
Entender os motivos que aqui me trazem...
Me levar desse lugar.
Lugar que chamo de Meu
Lugar que alguns chamam de Seu.
Lugar que outros preferem chamar de Nosso.
O lugar Meu mudará de nome, com certeza, um dia será Seu, em um estágio avançado de incerteza de dor, delírios e castigos, ele será Nosso.
Viajar em si.
Descobrir quem é o ser que está ai dentro.
Modificar-se.
Transformar-se.
Progredir-se.
Há partes que são fixas, defeitos que não se devem consertar.
A parte fixa você deixa.
A parte móvel você modifica.
Delire para modificar-se.
Enlouqueça a parte fixa. 
Não deixe tudo no plano das ideias 
Aconteça em si.
Revolucione em si.
Crie um mundo para si.
Felicite-se em si.
Entristeça-se em si.
Liberte-se em si.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Why Worry?

Por nenhum motivo aparente, decidi escrever. Nesse momento, falta-me um café, falta-me tempo para bons livros, faltam-me as faltas, por isso as crio em minha mente.
É apenas uma forma de dizer que somos todos carentes de algo, estamos tão acostumados com essa "falta" que não percebemos o quanto precisamos de adquirir o que necessitamos ainda mais.
Qual será a falta das faltas? Qual será a dor das dores? Qual será a verdade das verdades?
A melhor maneira de responder qualquer pergunta, encontram-se na total inocência.
Ora pois, precisamos encontrar a inocência em nosso ser. Para que isso seja possível, conhecer quem somos e avaliar o nosso eu parcialmente, sem querer entender os motivos, entender apenas as atitudes.
Não há dor pior que ser juiz de si mesmo. Reconhecer os próprios erros, reconhecer que por ser insatisfeito com a "labareda", certamente serás labareda.
Hobes já disse: "O homem é lobo do próprio homem", quando entenderdes que cada um de nós constrói a própria destruição, cavamos nossa própria cova, estaremos mais distantes de entendermos quem realmente somo.
Outrora falaria que quanto mais distantes de nós, mais iremos nos odiar, nunca haverá uma harmonia, será sempre um caos em nós mesmos, por esse motivo, buscaremos ainda mais outras pessoas ao invés de nos encontrarmos.
O segredo da vida... Bem... Porque nos preocuparmos?