domingo, 14 de maio de 2017

Jardim da Alma...

De princípio a interessou só a energia, boa como sol na manhã fria de julho. Energia que conforta e afaga a alma no cotidiano árduo; fácil de se acostumar... Assim passaram os meses e algo cresceu ali; uma semente, plantada naquele solo nem tão fértil assim, caiu ali e acabou sobrevivendo, foi regada e alimentada, brotou forte e criou raízes cada vez mais profundas.
Nasceu então, a primeira folhinha verde: pequena para comportar tamanha vivacidade, mas ela era forte e logo nasceram mais e mais folhas... Logo qualquer um poderia ver o quão vivaz as folhas eram, e deu-se o primeiro botão de flor.
Talvez os jardineiros que cuidavam daquele jardim nem tenham notado aquela plantinha em meio a tantas outras, mas carinho sempre houve, às vezes acontece, não é? Sempre há outras plantas grandes que retém mais atenção, precisam de mais cuidado, afinal quem as plantou lá as escolheu e delas cuidou, a outra surgiu por acaso... Tímida e revolta de boas energias... 
O acaso ás vezes presenteia; mais tempo passou. floresceram lindas flores e aquela plantinha surpreendeu: exótica; acabou roubando e merecendo mais atenção, mas ah! Tão linda... Todos olham e percebem a maravilhosa flor que nasceu ali... Inspiradora demais... Isso pois nem citei o cheiro... Ah! Melhor perfume, decerto. Qualquer um sentiria o cheiro, é inebriante e perseguidor...
Entretanto, algo se perdeu no meio do caminho, alguns nutrientes faltaram? Mas eles sempre estiveram ali, o que ocorreu? A flor não era especial para tantos cuidados? Há muitas outras para compartilhar o adubo e a atenção que ela utilizava sozinha.
Então a planta começa a definhar, primeiro umas folhinhas caíram, talvez tenha realçado a beleza da flor; com o tempo as pétalas secaram e caíram, folha já não haviam, até o caule começou a secar, agora restam só raízes, um caule ressecado e quase não há mais vida...
Vida à conta-gotas; Tic-Tac, Tic-Tac... Quanto tempo até a morte completa? 


sexta-feira, 3 de março de 2017

Análise de Um Eu Passado...

Acabou o carnaval e o ano de fato começou. Acabei percebendo quanto tempo passou desde eu ser somente uma garotinha até estar preparando as cousas para a faculdade e percebendo que está tudo tão estranho, eu cresci.
Sim, cresci; e perceber isso não faz com que eu me sinta melhor. O mundo está muito acelerado, mal aproveitamos nossa infância, já estamos no ensino médio e faculdade, emprego e responsabilidades antes dos 20 anos de idade já devo estar com minha vida planejada e encaminhada. ANGÚSTIA é a palavra que define meu sentimento diante desses acontecimentos.
Não sei dizer o que aconteceu de 2011 para cá, mas sei que foi um processo rápido e indolorosamente doloroso. Dói ter que encarar o mundo todos os dias, dói sobreviver.
Acho gostoso observar minha mudança e perceber o quanto estou diferente, mas não gosto de ver que não é possível voltar atrás e reviver tudo.
É estranho perceber que sou insignificante. É bom perceber que parei de odiar e passei a amar mais.
Tudo que aqui escrevo é demasiado pessoal, e puro sentimento. O interessante é que não sinto que eu tenha perdido a essência e talvez crescer e me tornar uma jovem adulta não seja algo ruim, é tudo novo, de novo.
Enfim, Só queria deixar documentado aqui, quando foi que tudo começou a se perder das minhas mãos, quando eu deixei de perceber o que está acontecendo ao meu redor.
A única cousa que consigo é pirar cada dia mais.
Em que mundo estou vivendo? Qual impacto eu causo? Até onde minha insignificância permanece insignificante? SOCORRO.
Conclusão: Não sei existir,
Mudo a cada dia mais, não sei ter opinião, não sei expressar meus sentimentos. não sei o que fazer da vida, não sei, não sei.
Há uma exigência externa pra sempre sabermos de tudo, como se errar não fosse natural. não estou pronta para encarar as pessoas e muito menos a vida adulta. É errado querer mais tempo para pensar? É errado não me sentir pronta pra tudo isso? Ou é errado eu não querer nada disso, nada desse jeito?
Recolho-me à minha cama e cobertor, enquanto ainda posso aproveitar meus últimos minutos de conforto.
Apenas arrastar-me-ei pelo corredor polonês chamado vida, sendo espancada a cada passo e sobrevivendo à certeza de morte.
Decerto não sou a única, só sei gritar por socorro, enquanto grito: só corro.
Corro das decepções e das gentes maldosas, corro das burocracias e de mim mesma em dias melancólicos como hoje, Corro, buscando achar saídas nesse beco qual me enfiei.
Se um dia eu me achar em meio a tudo isso, preciso dizer:

Sinto muito. 

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Ode ao Polegar Opositor...

Bem, queria dizer já no início do post que tudo que for aqui for falado pode estar completamente equivocado, pois eu simplesmente não posso afirmar nada sobre as realidades mil que existem no mundo.
Acontece que evoluímos (Dá-lhe Darwin) por várias questões, porém a principal delas é o polegar opositor que sempre nos deu grandes chances de sobrevivência e que até hoje nos dá, e inclusive é por ele que nós humanos nos sentimos extremamente poderosos e superiores.
Já tratei desse tipo de assunto anteriormente neste post e não entrarei em pormenores pois ainda concordo comigo nesse quesito.
O título faz alusão à um curta-metragem que eu tenho completa gratidão por quem fez e por ter assistido. o nome dele é Ilha das Flores e deixarei aqui em baixo para que possam assistir.

Aqui, os produtores conseguiram quantificar a falta de humano no ser humano, onde o telencéfalo altamente desenvolvido não nos faz mais capazes de perceber o alto impacto que causamos no mundo, a forma como consumimos exacerbadamente, a forma como tratamos os outros e desumanizamos as condições alheias para nosso bel-prazer.
Não dá para contribuir com isso.
Não dá pra conviver com a ideia disso.
Humanos tratados como lixo.
Como? Onde estará a empatia? 
Só podemos fazer uma Ode ao polegar opositor.
Ode à nossa extrema evolução
À nossa falta de amor
Ao nosso excesso de amor
Pelo dinheiro
Pela futilidade
Pela hipocrisia 
Pobre ajuda pobreso
Pobre dá apoio a pobre
Nós usamos óculos escuros
Não vemos o outro
Nunca 
O impacto que fazemos
Ode ao polegar opositor
Ode à desevolução
Ode ao egoísmo
Ode ao lixo
Ode ao Cotidiano exclusivo
Exclusivo: do ato de excluir
Sempre em segundo plano
Lixo que é lixo
Lixo que não é lixo
Equilíbrio não existe
Há muito além.
Impacto
Ode ao humano demasiado humano
Ignore aquilo que escrevo
Dói ver a dor do outro
Repense sua vida
Vivemos em comunidade, em sociedade, precisamos aprender que a dor do outro, também é a nossa dor, e que a dose mínima diária de empatia é muito necessária. Ode ao polegar opositor, que mesmo após anos de evolução não nos faz menos bichos, não nos torna mais humanos, não nos faz sentir a simples empatia pelos outros terráqueos.
Estamos cada vez mais robotizados pelos relógios digitais, polegares opositores e a ideia de que somos superiores por algum motivo.
Quando notarmos que estamos completamente enganados, será tarde demais?
Ode ao polegar opositor
Ode ao humano demasiado humano
Ode ao desrespeito
Ode a todo e cada ser que sofre em detrimento da satisfação e consumismo humano.
Não é texto de revolta, mas de cansaço. 
Isso é tudo um desabafo. 

*Após assistir ao curta da ilha das flores, decidi pesquisar o que se deu do documentário, e no YouTube tem um vídeo onde mostra como os cidadãos ficaram pós vídeo. (Link)



segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Eu 'Tou é Louca

Acho que 'tou é louca
Ouço tua voz em toda parte
Meus sonhos todos tem você
Eu 'tou é louca
Devolve minha sanidade, junto com os beijos que roubaste...


Ensaios Fotográficos da Manu... (1)


Não é de hoje que tenho paixão por fotografia, mas quero aproveitar a vibe que estou para escrever e editar meus posts (Este é um rascunho de Novembro de 2016), para expressar isso, e dizer que devo terminar meus ensaios que comecei ano passado, e postar tudo aqui, provavelmente também devo utilizar meu Instagram para dar visibilidade às causas que tratarei na minha fotografia, meu problema está na câmera mesmo, pois preciso de uma e no momento nem a do celular poderei usar... Mas passamos por fim e entramos no clima de fotógrafa do ano.
Preciso ressaltar o fato de que  a fotografia é uma forma de protesto, de expressar sentimentos e minha forma de ver a vida e o mundo, então é algo muio meu, muito pessoal que mostrarei aos outros, e provavelmente você que está perdendo minutos preciosos me lendo.
Quero toda minha eu bem expressa nesse blog este ano, escreverei da mesma forma que respiro: incessantemente.Fotografarei da mesma forma que escrevo, viverei da mesma forma que fotografo.
E aqui eu oficialmente inicio meus trabalhos de entusiasta da vida, terá Manu natureba crazy sim. Se não gostar, reclama comigo.

Tudo Novo de Novo...

Bem, Queria começar 2017 com tudo novo, mas não são as metas e toda falácia comum dos anos novos. Quero uma mudança real aqui dentro, em mim mesma, nos meu modo de agir com os outros, no meu foco, nas minhas decisões reais. Trabalhar pra conquistar o que é meu será essencial, e quero tudo da forma mais natural possível, sem agredir ninguém,
Meta de vida é reduzir agressões, gritos e energias ruins. Menos brigas, menos violência, vamos cultivar amor e sentimentos bons, tentar lidar com meus problemas da melhor forma e saber sorrir pra vida mesmo diante de todas as provações pelas quais eu passo.
É melhorar o conteúdo daquilo que assisto, do tempo ocioso, e da falta de fé.
Tentar fazer de mim, uma pessoa mais virtuosa, sem perder minha essência, é ser melhor filha, melhor irmã, melhor amiga, melhor pessoa.
Tentar amar mais e julgar menos, ter mais sorrisos que lágrimas, e levar luz onde eu for.
É começar aos 17 anos de vida,, uma vida mais natural, sem agredir, e sem nenhum extremismo. Apenas eu e a natureza podendo conversar bem, sermos felizes juntas.
Após 2016 muita coisa mudou em mim, minha maneira de pensar e viver, de lidar com os problemas e com as pessoas.
Minha alimentação e meu estio de vida mudaram.
Até meu jeito de vestir.
O fato é que daqui pra frente, minha vida e maneira de pensar são outros.
Vamos espalhar amor e arte.

domingo, 23 de outubro de 2016

Buraco de Minhoca

Para formar as letras
Os sóis, os cometas
O brilho etéreo da estrela
Que explode em supernova
Tão grande, que torna a viver
Em buraco negro
Ciumento que só
Quer tudo para si
Inclusive a luz
O brilho
de tudo
que há
em torno
de si...
Não é assim que funciona
É um ciclo fatal
Tudo ali morre
Inclusive a própria vida
É engolida
Sem despedida
A viagem é sacra
e o buraco
de minhoca... 
Enfim, acabei por achar perdido em um dos meus cadernos... Mais um escrito... Se houvesse a opção, eu deveria deixá-lo de cabeça para baixo, que fora como eu escrevera... Fiquemos nisso... 

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Tudo Passa, Tudo Passará...

Deitada em posição fetal na escada eu ouvi as palavras de Renato soltas falarem comigo: "Tudo passa, tudo passará..."
Mais tarde, no mesmo dia (ontem), tornei à posição fetal, pelo simples motivo de aproveitar o chão frio para compreender o que estava acontecendo, novamente vei Renato falando: "Não olhe pra trás, apenas começamos... O mundo começa agora."
DE FATO VÁRIAS CERTEZAS MUDARAM DE LUGAR.
Apenas evidencio que minhas caixinhas de sapato foram reorganizadas, e agora tudo está ruindo ao meu redor... De uma maneira estranha tudo tem feito muito sentido... Haviam vários vetores somente direcionados, em busca de seu sentido para tornarem-se o que são em sua essência, agora eles têm sentido e direção, agora são verdadeiros vetores... Voltemos às certezas, devidamente mudadas de lugar e agora encaixotadas em mim, fazendo-me sentir meio deslocada ainda sem entender o que se passa...
"Aonde está você agora, além de aqui dentro de mim?" 
É tão delicioso quando se está completo, cuidar de mim...
O pesar dos dias é um fardo difícil de carregar...
It's friday, I'm in love...
É sexta e desejo não me importar...
É sexta feira, amor...
Tem quem queira...
Quero tornar à posição fetal, mas algo em mim não deixa...
Saturday wait
Am I Still Ill?


segunda-feira, 2 de maio de 2016

As pretensões de Maio...



Maio. Quinto mês.
Aqui eu retorno a mim. Abril é sempre mês de epifania, apesar de só em maio eu estar passando isto para cá, já havia escrito anteriormente.
Creio que as cousas que estão intrínsecas a mim tenham se fortalecido nos últimos meses... Aquele eterno sentimento de solidão. Eu realmente gosto de estar sozinha, A minha companhia me basta, eu me completo e me sou suficiente. Gosto de me curtir, cuidar de mim, sair comigo, rir das minhas piadas, sorrir pra mim, ser insuportável sozinha...
É delicioso dedicar tempo ao culto de eu, ainda mais quando tenho a oportunidade de me mimar, colocar-me em meu colo quente da consciência e deitar para me ouvir pensar.  Pode parecer misantropia, mas não o é.
Apenas não me encaixo no perfil de alguém que necessita estar inclusa nos grupos para sentir-se situada, participante, existente. O escrito é tímido, eu, na verdade, não o sou. Por que complicamos as cousas? A vida é simples, as pessoas são complicadas...
"Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver
O mundo anda tão complicado
Que hoje eu quero fazer tudo por você"
"Quero ouvir uma canção de amor
Que fale da minha situação
De quem deixou a segurança de seu mundo 
Por amor."
É quase impossível para mim deixar a segurança do meu mundo, toda vez que ensaio deixá-la, acabo reforçando a muralha a qual me prendo do mundo exterior. Dramática a frase, tendo a ser mais dramática quando escrevo, talvez por tentar poetizar meu escrito de uma maneira esdrúxula.
Fato é, que cheguei a meu impasse pessoal mais uma vez, já não quero companhias. Volto a trancar-me em mim, sem saber quando quererei sair, o mundo externo também não ajuda em nada. Meu problema é estar com seres humanos mais de 1 hora. E eu estou.
Isto é um problema... I'm felling like the boy with the thorn in his side...
"A murderous desire for love."
Cubículo. Dentro. Eu.
Viver tornou-se fútil.
Só queria não estar tão indiferente.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Incertezas...

Gosto de arriscar. Não sempre. Só de vez em quando. 
Só para ter a incerteza do que acontecerá... Odiaria se eu fosse previsível. Não podemos controlar o mundo... Precisamos nos acostumar com essa ideia.
Gosto de me surpreender. É algo interessante do nosso planetinha azul brilhante o fato de sabermos como as cousas funcionam e mesmo assim não podermos controlá-las e acharmos que controlamos. 
Somos marionetes do destino,que hora ou outra ganham vida e podem escolher a próxima ação. 
Imagina prever o futuro? Seria horrível saber o que vai acontecer... Esqueceríamos de viver e aproveitar o agora... 
Oscar Wilde disse que a certeza é fatal e o que o encanta é a incerteza e a neblina é o que torna as cousas maravilhosas... Tudo tem uma certa ambiguidade, há o lado bom e o lado ruim... Só enxergamos algo como belo se conhecermos aquilo que não é... 
Perfeito seria se vivêssemos sem sabermos que iremos morrer... Creio que nos faria viver plenamente... Seguir o instinto nem sempre é. 
Improvise, Mude, Mova-se... Saia da rotina, do diário, do normal... Não seja conforme. Seja disforme e faça com que as pessoas ao seu redor entrem na mesma sintonia...
 Poetize-se... Seja!


Processos Conformistas...

Era incrível como eu via o mundo. Tudo tão doce e calmo... Apesar das pessoas com pressa e das ofensas desnecessárias logo de manhã. Nos tornamos tão frios... Parece inverno nesse sol de 40° C graus. 
Mesmo assim os dias passam e o mundo se movimenta... Tudo acontece em processos industriais rápidos, com o mínimo de manutenção possível, cronometrados e tentando o máximo de produtividade que os sistemas permitem. 
Rotina, movimento, pressão, tensão, retração, compromissos, horários, prazos, beleza, sistemas, rapidez, eficácia, veneno, competição, melhorar, superar,adequação,padronização, caos. MORTE. 
Maquinarismo histórico. Processo 1. 

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Céu e Inferno...

Ah, os meus dias são tão longos meu bem, você nem imagina…
Gosto de chegar em casa, me descalçar e me jogar no tapete da sala… Aquele macio, que outrora estivemos agarrados… Que você alisava meu corpo…
Começava sempre com um beijo inocente… Despretensioso… Eu me entregava a ti… Meus lábios eram teus e você sabia disso… Usurpava-os de forma sedenta, enquanto suas mãos passeavam por mim… Primeiro a minha nuca sentia seus dedos de leve, fazendo um breve cafuné… Depois você descia, apertava meu corpo contra o seu e se jogava por cima de mim… Sua boca devorava a minha com desejo… Meus seios presos em suas mãos e você descendo… Mordia de leve meu queixo e depois meu pescoço… Cada parte de mim encaixava em ti… E só nessa brincadeira eu já atingia o céu… Era só colocar sua língua no meu seio e a mão na minha boceta que eu desmanchava… Dois minutos e eu me contorcia nos seus dedos… Derretia em orgasmos… Aqui, nesse mesmo canto do tapete, que me encontro desolada em lágrimas… Fui ao céu centenas de vezes… Agora estou no inferno por não ter seus dedos para me fazerem gozar… 

Paz e Prosperidade...

Estava eu, aqui, assistindo a mais um clássico do cinema: "City Light's" (recomendo, pois é ótimo). E a primeira frase do filme de 1931 foi "ao povo dessa cidade doamos este monumento: Paz e Prosperidade."
Em 1930 pessoas desejavam prosperidade umas às outras, os tempos passaram e a prosperidade foi conquistada, e a palavra nova, já na década de 50/60 foi nada mais, nada menos, que AMOR...
Ah, vejam o quanto evoluímos, prosperamos e agora queremos amar... Agora, que achamos saber amar, achamos ter conquistado o amor, esquecemos nossas origens e só queremos PAZ...
Talvez a paz devesse ser a prioridade. Me espanta saber que a humanidade prioriza certos detalhes e ignora o mais importante...
Deveríamos esquecer a paz e importar-mo-nos com a vida...
Vida:  É o estado de atividade incessante comum aos seres organizados. É o período que decorre entre o nascimento e a morte.
 É irônico dizermos que a paz é a resposta... Gandhi morreu na luta pela paz... Provou que não se responde violência com mais violência. Nota-se que uma revolução inicia-se por um indivíduo e abrange mais pessoas, de forma que adere a toda uma sociedade...
No mundo avançado, imediatista e tecnológico da contemporaneidade, a paz é uma utopia... Com os avanços capitalistas, nós, consumidores, queremos comprar a paz pronta, em um saquinho com as informações nutricionais e que indique baixo teor de gordura trans, esquecendo que a paz está em cada um de nós e que poderíamos melhorar o lugar que estamos, para que sinta-mo-nos mais felizes... Afinal, a felicidade é o motor da vida...

domingo, 4 de janeiro de 2015

As 4 estações

Meu nome é inverno, pelo menos é como chamam a mim. Nunca compreendi isso de nomes, talvez eles digam algo sobre a nossa personalidade. Meu nome é inverno. Sou normalmente fria, afasto as pessoas, as vezes nevo, posso ser peculiar e distante. Perfeita para livros e bebidas quentes, sou preguiçosa e lenta. Sou seca e raramente as pessoas gostam de mim; me sinto desnecessária, mas sei que nada nem ninguém é inútil, sou bastante solitária... Gostaria de ser como minha irmã, verão. Ela é tão incrível. É quente, faz amigos saírem de casa, ela é quase perfeita, me derreto por ela;
Foi a primeira a chegar e será a ultima a sair, ela é uma atleta, sempre animada, talvez animada demais, rápida demais, quente demais; pelo menos para mim. As vezes ela chove, é bastante abafada... Talvez, só talvez, ela seja a mais amada. 
Eu poderia, também, ser como outono...
Linda, delicada... Um pouco fresca é um pouco sem graça, parada. Por mais que os tempos com ela sejam um pouco agitados, ela é a irmã que mais se aproxima de mim... É a mais nova, a mais inocente... A que brinca com as folhas secas.  Nunca parece estar bem... Mas é alguém reconfortante... Também quero ser como ela... Talvez, só talvez, seja amena demais...
Tem a primavera... A mais cheirosa de todas... Sua presença é notável... Quente e fria, ela é a transição entre verão e eu... É a mais madura de nós. Talvez porque tenha um pouco de cada uma: é delicada, quente e fria. É diferente, não tão intensa... Mais calma... É meio que o oposto harmônico... Todos deveriam ser como ela, parece que quando ela chega, a vida chega junto... Talvez, só talvez, ela seja pequena demais, curta demais. Decerto não quero ser como ela... 
Acho que os nomes que temos mudam nossas personalidades; eu não seria a mesma caso me chamasse verão, primavera ou outono... Sei que todas precisam de mim, precisam de um pouco de frieza assim como eu preciso de um tantinho de equilibro, delicadeza e altas temperaturas... Devo continuar querendo ser eu... E elas sendo elas... Assim, juntas teremos harmonia, seremos belas... Cada uma da sua forma...

sábado, 16 de agosto de 2014

Exceder...

"Embriaguem-se
É preciso estar sempre embriagado. Aí está: eis a única questão. Para não sentirem o fardo horrível do Tempo que verga e inclina para a terra, é preciso que se embriaguem sem descanso.
Com quê? Com vinho, poesia ou virtude, a escolher. Mas embriaguem-se.
E se, porventura, nos degraus de um palácio, sobre a relva verde de um fosso, na solidão morna do quarto, a embriaguez diminuir ou desaparecer quando você acordar, pergunte ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que flui, a tudo que geme, a tudo que gira, a tudo que canta, a tudo que fala, pergunte que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio responderão: "É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso". Com vinho, poesia ou virtude, a escolher." (Charles Baudelaire).
Exceder, é uma palavra que significa basicamente "ultrapassar". Dependendo de onde se encaixa, exceder vai um pouco além disso... Mas usando tal palavra para expressar a ideia de "ultrapassar o normal" percebo que é relativo.
Dependendo da situação, gosto de tudo no lugar, mas quem sabe o que é a medida certa para mim? Eu... 
O meu meio termo talvez seja o exagero, daquilo que pertence ao meu ser desde antes de mim. 
Exagerar, ultrapassar, visionar, nada em comum, nada a declarar. Por causa de que simplesmente não se pode compreender a tudo e a todos? 
Não quero tal cousa... 
Quero entender apenas aquilo que faz a diferença, mesmo de forma pouca. 
Da forma mais eloqüente, tentas enriquecer, não importa riqueza de que. Mas como compreender a maldade alheia, como compreender a bondade alheia, acabou o natural, acabou a alma, acabou. 

domingo, 3 de agosto de 2014

Carta a Godard...

Aqui, 03 de agosto de 2014

Querido Godard,
Venho através desta, dizer-lhe o quanto admiro suas obras, sejam as que tratam de assuntos políticos, sejam as que tratam da parte social.
Posso citar meus preferidos como os feministas, mas o que há alem da arte?
Quem é um dos homens responsáveis por essa transformação no cinema?
Não quero nomes, não quero informações, quero descrições.
Não simples descrições, nada de documentários, quero textos redigidos, Câmeras filmando, detalhes, história, e sua tão amada POLÊMICA.
Quero saber o que se passa contigo, o que pensas, o que pensou, o que ocorreu contigo, o queria, o que sonhava, o que conquistou, os caminhos que o fizeram chegar onde está.
Quero a alma do artista.
Aquilo que não conseguiu transmitir. Talvez por não gostar do vazio, eu queira completar minha visão alheia.
Agradeço a sua arte, seus filmes que hoje são desprezados, agradeço seu legado, ao mostrar o que é a verdadeira  arte cinematográfica, não simplesmente inventar, inovar, melhorar.
Espero que algum dia façam esse favor.
                                                                                                                              Um abraço.



                                                                                                                               Eu.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Saudades...

Espere! Antes de ler... Dê play na música!
Hoje acordei com saudades de mim...
Saudades dos meus sonhos antigos...
Saudades das minhas antigas vontades...
Saudades das histórias que eu escrevia...
Saudades das manhãs que eu assistia desenho...
Saudades de correr pela rua...
Saudades de brincar...
Saudades de não me preocupar...
Saudades de tudo que não foi...
Saudades das alternativas que não escolhi...
Saudades da paz interior...
Saudades dos meus machucados...
Saudades da sinceridade...
Saudades do meu mundo antigo...
Do teu abraço amigo...
Que vinha me confortar...
Saudades da distância que eu tinha das verdades...
E vivia em mim... 
No meu universo...
Saudades de que? 
Antes do fim...
Antes de lidar com a realidade... 
Antes de respirar esse ar impuro que é conhecer a sociedade...
Antes das responsabilidades...
Enfim...
Saudades de mim...
Que me perdi... me modifiquei... me transformei... 
Foi bom por um lado, eu sei...
Mas e se aquela menininha de 10 anos atrás... Me olhasse hoje... Ela teria orgulho de mim?
Quem sabe eu ainda sou aquela menininha... Talvez um pouco crescida...

Os meus objetivos não mudaram... Pelo que me lembro...
Só queria ser feliz... 
Saudades de quem eu era... Saudades de quem eu serei... Saudades de quem eu sou...
Saudades de quem nunca serei... Saudades de quem nunca fui... Saudades de quem nunca sou...
E aqueles tempos  não tão distantes de 3 anos atrás?
E aqueles tempos muito distantes de 10 anos atrás?
Os universos paralelos que sempre quis visitar...
Queria dar uma olhada no 'futuro"... Saber se ainda sou eu... Se irei me reconhecer... 
Se a parte fixa de mim... Ainda está lá... 
E se meu eu... Ainda é feliz...
Para ver se acabo com essa tal saudade de mim...
"“Saudade tem rosto, nome e sobrenome. Saudade tem cheiro, tem gosto. Saudade é a vontade que não passa, é a ausência que incomoda. Saudade é prova de que valeu a pena"(Lu Oliveira).

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Poesias...

Sobre minhas inspirações ultimamente?
Começa com a preparação para escrever, um bom café, um pouco de Mozart e Chopin, Algumas poesias para iniciar. 
Começa então, a introspecção em mim mesma.
Pensar em um assunto.
Afundar na música e emergir com frases.
Tentar colocar sentido em todas elas. 
Desistir, deixar como estão.
Reler.
Entender.
Ou não.
Faltam folhas de carta, personalizadas obviamente.
Falta uma caneta tinteiro.
Acender um incenso.
Relaxar.
Afundar na música novamente.
Pianos seduzem, pelo menos a mim.
Qual poeta escolhi? 
Ferreira Gullar.
Ora, Por quais motivos e razões o escolhi? 
Não sei.
É um daqueles mistérios sobre si mesmo, no qual você se avalia, e diz do que precisa.
Médico de si. Das dores que não doem. Da aflição que não aflige. Do sonho que não se lembras ao acordar.
Dar-me-ei um rémedio? 
Ou aproveito essa incerteza de dor? 
Prefiro aproveitar. Delirar nas imensas incertezas que a vida traz... 
Delirar no anti-convencional.
Delirar em mim mesma.
Descobrir as verdades que me regem.
Entender os motivos que aqui me trazem...
Me levar desse lugar.
Lugar que chamo de Meu
Lugar que alguns chamam de Seu.
Lugar que outros preferem chamar de Nosso.
O lugar Meu mudará de nome, com certeza, um dia será Seu, em um estágio avançado de incerteza de dor, delírios e castigos, ele será Nosso.
Viajar em si.
Descobrir quem é o ser que está ai dentro.
Modificar-se.
Transformar-se.
Progredir-se.
Há partes que são fixas, defeitos que não se devem consertar.
A parte fixa você deixa.
A parte móvel você modifica.
Delire para modificar-se.
Enlouqueça a parte fixa. 
Não deixe tudo no plano das ideias 
Aconteça em si.
Revolucione em si.
Crie um mundo para si.
Felicite-se em si.
Entristeça-se em si.
Liberte-se em si.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Why Worry?

Por nenhum motivo aparente, decidi escrever. Nesse momento, falta-me um café, falta-me tempo para bons livros, faltam-me as faltas, por isso as crio em minha mente.
É apenas uma forma de dizer que somos todos carentes de algo, estamos tão acostumados com essa "falta" que não percebemos o quanto precisamos de adquirir o que necessitamos ainda mais.
Qual será a falta das faltas? Qual será a dor das dores? Qual será a verdade das verdades?
A melhor maneira de responder qualquer pergunta, encontram-se na total inocência.
Ora pois, precisamos encontrar a inocência em nosso ser. Para que isso seja possível, conhecer quem somos e avaliar o nosso eu parcialmente, sem querer entender os motivos, entender apenas as atitudes.
Não há dor pior que ser juiz de si mesmo. Reconhecer os próprios erros, reconhecer que por ser insatisfeito com a "labareda", certamente serás labareda.
Hobes já disse: "O homem é lobo do próprio homem", quando entenderdes que cada um de nós constrói a própria destruição, cavamos nossa própria cova, estaremos mais distantes de entendermos quem realmente somo.
Outrora falaria que quanto mais distantes de nós, mais iremos nos odiar, nunca haverá uma harmonia, será sempre um caos em nós mesmos, por esse motivo, buscaremos ainda mais outras pessoas ao invés de nos encontrarmos.
O segredo da vida... Bem... Porque nos preocuparmos?

sábado, 12 de abril de 2014

Falta tempo...


Realmente me tem faltado tempo para tudo...
Tenho pensado demais... Agido de menos... Ou não...
Só o futuro poderá dizer...
É incrível como essa é uma das primeiras vezes que falo especialmente de mim... ESPECIALMENTE...
Talvez porque não me importe tanto assim comigo...
Talvez porque goste de ocultar meus sentimentos...
Talvez porque me preocupe demais...
Talvez porque seja desleixada demais...
Talvez porque seja Eu
Tudo seja assim, disforme...